porque a vida sim

é uma caixinha de SURPRESAS.

domingo, 4 de abril de 2010

Rotina.

Despertador. Cama. Travesseiro. Guarda-roupa. Jeans. Camiseta. Meia. Tênis. Banheiro. Pia. Água. Escova. Creme dental. Água. Toalha. Cozinha. Copo. Nescau. Colher. Nescau. Colher. Nescau. Leite. Bolsa. Porta. Ponto de ônibus. Ônibus. Cobrador. Passagem. Roleta. Rua. Shopping. Chave. Telefone. Luz. 10h. Cliente. Roupa. Calculadora. Boleto. Cadastro. Cliente. Roupa. Calculadora. Boleto. Cadastro. Restaurante. Escada rolante. Banheiro. Pia. Água. Escova. Creme dental. Água. Cliente. Roupa. Calculadora. Boleto. Cadastro. Cliente. Roupa. Calculadora. Boleto. Cadastro. Cliente. Roupa. Calculadora. Boleto. Cadastro. Ponto de ônibus. Ônibus. Cobrador. Passagem. Roleta. Rua. Portão. Banheiro. Chuveiro. Sabonete. Shampoo. Condicionador. Água. Toalha. Pijama. Computador. Orkut. Msn. Twitter. Blog. E-mail. Luz. Travesseiro. Cobertor. Cama.

Vida! Devolva minhas fantasias.

Às vezes, muitas vezes, uma questionável pergunta surge em meio a muitas outras: o que é a vida? Não! Não sou eu quem vou lhe responder a essa pergunta, até porque eu me faço ela todos os dias.
Sim, eu posso te dizer o que é a vida sim! Se eu fosse completamente tosca, pegaria o Aurélio e diria aqui com todas as palavras a definição de vida. Mas eu ainda não cheguei a esse grau de tosquice. A vida sim é tosca. Claro se você ajudar ela pode se tornar um pouquinho mais.
A vida é estranha. Muito estranha. Louca, desregulada. Sim é isso que acho da vida. E não minta, vai dizer que na maioria das vezes você não pensa isso também.
Certo dia, tudo acontece perfeitamente, e no outro dia parece que nada aconteceu, e um simples acontecimento acaba com toda a nossa alegria.
A vida é assim. Esperta, “amiga” traiçoeira. Em um dia ela te leva ao maior êxtase da mais pura alegria, e no outro o abismo, o buraco, o fundo do poço, Ela te leva a total infelicidade.
A vida te ilude, te enche de mimos e promessas, assim como uma mãe promete a um filho um sorvete de ele “limpar” o prato. Não! A vida não vai lhe trazer um sorvetinho depois que você limpar o seu pratinho.
Pode parecer mentira mais a vida não é fácil pra ninguém. Não é só porque fulana é prefeita, tem a casa perfeita, a família perfeita, que ela vai ter vida perfeita também. Por dentro ela deve presenciar uma grande crise. Uma crise de alma, de personalidade. Essa é a surpresinha que a vida prepara para aqueles que julgam tê-la em perfeito estado.
Mas a vida não é uma vilã por completo. Poderíamos dizer que a vida é uma jogadora. Ela joga com os nossos erros para não errarmos novamente. Com as nossas falhas, para não falharmos de novo. Mas nós não queremos entender isso. Ela joga com a nossa fraqueza para sermos fortes, ela joga com o que ela pode. E ela sempre vence. Porque ela é esperta, calculista. Ela sabe sempre no que aquilo vai terminar. Mas nós não queremos aceitar isso. Não queremos aceitar que a vida sabe exatamente onde vamos terminar. Essa é a vida, a nossa vida. E devemos aceitá-la assim. E se isso for muito complexo para tentar entendê-la, basta ficar com a tosca definição do Aurélio.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Olhe bem para este relógio.


Vai dizer que você não tem uma amiga que sempre conta que o cabelo dela está ruim (sendo que está sempre bom), acha que nenhum cara gosta dela (embora ele dê e leve foras em proporção normal) e vive tendo crises profissionais do tipo acho-que-sou-uma-incompetente. (embora ela ganhe bem e trabalhe em um lugar super legal). Eu que me considero uma pessoa com auto-estima razoável, fazia todo um trabalho para ela se gostar mais, dizendo coisas criativas como: “Você é o máximo”, mas nunca deu muito resultado. Então, um dia, chegamos juntas a conclusão de que o único jeito dela passar a gostar mais dela seria a “auto-sugestão” – em vez de EU sugerir coisas para ela, ELA se sugere coisas, de modo que ela acredite nelas. Ou seja, um projeto praticamente psicanalítico. Tem funcionado para ela, pode funcionar pra você também.

O primeiro passo para se auto-sugerir coisas é se permitir automentir à vontade. Porque a ideia é falar para si mesma coisas com as quais você não concorda ainda – depois repeti-las até a exaustão, você vai acabar acreditando em tu-do. Vamos aos exemplos. Suponhamos que você esteja saindo do banho e passe na frente do espelho sem roupa. Sua reação imediata seria murmurar para si mesma observações amáveis como “Minhas pernas são tão finas/Estou uma baleia/Que monte de celulite” etc. Mas, no nosso processo de auto-sugestão você apenas sorri, diz “Nossa, a PLAYBOY pagaria milhões para me ter na capa” e veste a roupa.

Assim, o negocio é passar para sua mente uma imagem positiva de si mesma, até você começar a achar isso naturalmente. E não vale só para assuntos ligados à aparência, não. Vamos supor que você leve um fora. Pensamentos antes do processo de auto-sugestão: “putz, é claro que ele não ficaria comigo, ele é tão perfeito.” Pensamento depois do processo de auto-sugestão: “ ainda bem que não rolou. Tem milhares de caras mais legais que ele que perdem/perderão/perderiam noites de sono pensando em mim”. Ok, os pensamentos de auto-sugestão não são exatamente modestos, mas este é o ponto: EXAGERAR. Para que, assim, as mentalizações positivas invadam de vez sua cabeça e realmente mudem a ideia que você faz de si mesma.

Gostou? Certo, esse não é um método cientificamente comprovado, mas como eu sempre digo: quase todo dermatologista ama falar que não é cientificamente comprovado que chocolate de espinha e nós sabemos que dá (se não dá em você, desculpe). E se você prefere aderir a uma estratégia mais ortodoxa, do tipo se dar um banho de loja ou alcançar o equilíbrio por meio do estimulo dos chacras (o que quer que isso signifique), vá em frente. O importante é: goste de si mesma. A vida fica MUITO mais divertida assim, e não falo isso para me ou lhe auto sugerir nada – é verdade, pode acreditar.

domingo, 8 de novembro de 2009

É.

O que é incrível é que sempre tem alguém pra inventar mais uma historinha. A gente acha que pode confiar em melhores amigas, enquanto a melhor amiga que a gente pode ter é a nossa própria imagem refletida no espelho. Confiamos segredos a quem pensamos conhecer a mais de 15 anos, mas daí vem alguém que conhece a pouco mais de cinco meses e acaba com tudo. Pensamos conhecer muito bem certas pessoas, mas a verdade é que muito pouco nos conhecemos. Amamos apontar o dedo e falar, fulana é puta, fulana traiu fulano, fulano faz isso, faz aquilo, mas odiamos quando alguém vem e aponta o dedo na nossa cara e fala a mesma coisa. Sempre trocamos o que é certo, pelo duvidoso. Sempre erramos quando fazemos essa troca. Sempre estamos querendo apontar os erros do próximo, mas estamos sempre fugindo para que ninguém venha e aponte os nossos. Muitas vezes nos vemos diante de certa situação, a qual não entendemos o motivo, mas esquecemos que quem procurou isso fomos nós mesmos. Tem uma hora que a gente cansa, que se nada ta dando certo pra gente que se dane mesmo. Só que a gente esquece que existem outras pessoas que ao contrário do que a gente fez, estão tentando fazer tudo voltar a ser certo de novo. E o que é o certo? Desculpa mas perguntou para a pessoa errada. Ou pra pessoa certa? Porque cada um tem em sua consciência o que é certo e o que é errado. Só se confunde. E por tal confusão acontecer, é que acabamos optando pelo tal duvidoso, confiando em que não se deve, abrindo o coração para quem julgamos confiáveis. Sempre amamos errado, sempre julgamos errado, sempre fazemos errado. E infelizmente sempre será assim. Sempre nos preocupamos com o que não tem valor, sempre fazemos muito pelo que é tão pouco, sempre esperamos mais dos outros, sempre, sempre, sempre. Sempre é uma palavra tão bonita, pena que logo acaba.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Antes, a sua opinião por favor

Nós raramente fizemos algo porque gostamos. Na maioria das vezes apenas queremos provar para alguém que somos capazes. Não compramos tal roupa porque achamos bonita. Compramos porque fulano disse que vai ser última moda em Paris. Não ficamos com o ‘carinha’ mais ‘bonitinho’ só porque realmente achamos isso. E sim, porque todas as nossas inimigas dariam a vida para estar no nosso lugar. Deixamos de falar o que pensamos para pensarmos no que falaríamos para agradar a todos. Estamos sempre querendo agradar. Sempre querendo dar uma de queridinhos para sairmos sempre por cima. Queremos sempre tirar proveito de tudo. E estamos certos. Nos aproveitando dos fracos, dos lerdos, dos leigos. Daqueles que não têm coragem. Dos covardes. Dos bonzinhos. Dos otimistas. Não digo que devemos ser pessimistas. Não! Otimismo pode e deve fazer parte do nosso vocabulário. Mas na medida. Sempre na medida. Temos que olhar para frente sempre pensando nas conseqüências. Sempre nas conseqüências. Nunca nos outros. Temos que arriscar mais. Falar mais. Nos expressar mais. Vivemos em um mundo de muitas vitrines e pouco conteúdo em mente. Gastamos mais e usamos menos. Falamos mais e ouvimos menos. Pensamos sempre no que ELES vão falar, no que ELES vão pensar, no que ELES vão fazer, e esquecemos de nos questionar sobre isso. Não podemos agradar a todos. Não vamos agradar a todos. Ou melhor NUNCA vamos agradar a todos por mais que se faça nem sempre a recompensa virá da forma esperada. Talvez ela nem virá. E o otimismo será em vão. Por mais que sejamos criticados, vamos continuar errando. Talvez não o mesmo erro, mais outro, outro e outros. Por mais que mudássemos de endereço, que desligássemos o celular, que nos entorpecêssemos de remédios, os problemas vão chegar. E os primeiros a atirarem a pedra, serão aqueles, que vocês sempre se preocuparam em fazer de tudo para ‘agradá-los’. Aqueles pelo qual você mais se preocupou. Eles vão sempre questioná-lo, eles vão sempre pressioná-lo, e nada que você fizer vai estar bom. Por isso faça-o, grite, cante, beba, fume, corra, fale, fuja, viva, acima de tudo viva, pensando sempre no que VOCÊ vai achar, no que VOCÊ vai sentir. Esqueça os outros, mas não esqueça de VOCÊ.